O que é
Crescimento anormal de células na glândula parótida, localizada na região lateral da face, à frente e abaixo da orelha. A maioria dos tumores de parótida é benigna, sendo o adenoma pleomórfico o mais comum, seguido do tumor de Warthin. Uma parcela menor é maligna. O nervo facial, responsável pelos movimentos da face, atravessa a glândula — o que torna a cirurgia tecnicamente delicada.
Sintomas
- Nódulo ou aumento de volume à frente ou abaixo da orelha
- Crescimento lento e indolor, típico das lesões benignas
- Crescimento rápido, dor ou endurecimento (sinais de atenção)
- Fraqueza ou paralisia de parte da face — sinal de alerta importante
- Dormência na região da face
- Linfonodos aumentados no pescoço
Diagnóstico
Exame clínico com palpação da glândula e avaliação da função do nervo facial, ultrassonografia das glândulas salivares e punção aspirativa por agulha fina (PAAF) para orientar a natureza da lesão. A ressonância magnética é indicada para avaliar a extensão, a profundidade e a relação do tumor com o nervo facial.
Tratamento
O tratamento é cirúrgico — parotidectomia parcial (superficial) ou total, sempre com identificação e preservação cuidadosa do nervo facial, frequentemente com monitorização intraoperatória do nervo. Nos tumores malignos, pode-se associar esvaziamento cervical e radioterapia complementar conforme o resultado anatomopatológico.
Quando procurar um especialista
Qualquer aumento de volume na região entre a orelha e a mandíbula deve ser avaliado, especialmente se houver crescimento progressivo, dor ou qualquer alteração no movimento do rosto.
Atenção: este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem sempre de avaliação individual.
Perguntas frequentes
Tumor de parótida é sempre maligno?
Não, a maioria é benigna. Ainda assim, a remoção costuma ser recomendada pelo crescimento progressivo e, em alguns tipos, pelo risco de transformação maligna ao longo do tempo.
A cirurgia pode paralisar meu rosto?
O nervo facial é identificado e preservado durante o procedimento, com auxílio de monitorização. Fraqueza temporária pode ocorrer, mas a paralisia definitiva é incomum em tumores benignos.
Por que não fazer só uma biópsia e retirar depois?
A punção com agulha fina é segura e orienta o planejamento. Biópsias abertas da parótida são evitadas por risco de disseminação e de lesão nervosa.
Quanto tempo dura a recuperação?
Geralmente alguns dias para o retorno às atividades habituais, com acompanhamento próximo no pós-operatório e orientações específicas de cuidados.